2 de setembro de 2019

A tecnologia racionaliza processos e a natureza agradece

Por Yan Tironi – CEO do BBNK

Li uma reportagem no Uol com menções à tendência cashless (ou seja, o desaparecimento gradual das cédulas de dinheiro, proporcionado pela proliferação das transações online) e com abordagem relacionada à Suécia. Lá, praticamente não existe mais agência bancária e mais da metade dos bancos não aceita depósitos em dinheiro. Em abril, aqui no LinkedIn, publiquei um artigo de título Oportunidades de um mundo sem dinheiro, no qual abordei o tema cashless.

Por outro lado, uma reportagem do Fantástico, do mês passado, sobre mineração ilegal de ouro no Pará, citou o município de Itaituba, onde o ouro faz a vez do papel-moeda. Paga-se e recebe-se em ouro. Em um extremo, Itaituba, onde o ouro integra um processo de escambo. Na outra ponta, a Suécia, país onde há pessoas implantando chips nas mãos para a realização de pagamentos contactless (sem contato).

Esses dois extremos me fizeram pensar em uma questão, uma espécie de meio termo, que ainda envolve muitas empresas no Brasil: os boletos bancários de papel. Com tantos avanços tecnológicos, fiquei pensando no motivo de essas empresas ainda trabalharem com os boletos físicos.

São gastos com papel e impressão para produzir os boletos, mais papel (envelope para postagem) e combustível (para que o boleto chegue ao destinatário), além do custo da postagem e a mão de obra envolvida. É um processo custoso, longo, burocrático e nada sustentável. Num universo de mais de 6,5 bilhões de boletos emitidos por ano no Brasil, segundo a Febraban, imagine a possibilidade de ganho de eficiência e de redução de impacto ambiental gerado pela simples adoção de um modelo de cobrança mais racional, possível graças à tecnologia.

A solução para esse desperdício foi criada ainda em 2009 pela Febraban e chama-se DDA (Débito Direto Autorizado). Trata-se de uma modalidade de cobrança na qual o boleto é enviado eletronicamente para a conta do devedor, sem a necessidade de papel. Essa opção já está disponível na plataforma do BBNK, que permite a empresas de todos os setores oferecerem, com sua própria marca, serviços financeiros a todos os seus públicos de relacionamento, sejam fornecedores, funcionários, parceiros ou clientes.

Com essa funcionalidade é possível deixar o boleto em papel de lado, pois o pagador pode acessá-lo e pagá-lo sempre em ambiente digital. Além disso, parte da receita com a tarifa interbancária do boleto fica com a própria empresa (beneficiário) parceira do BBNK. Em tempos de concorrência acirrada, as organizações devem estar sempre em busca de melhoria contínua nos processos e, obviamente, atrás de economia e de lucro. Se isso puder ser feito com menor impacto ambiental, ainda melhor.

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