15 de agosto de 2019

Empresas de todos setores sabem que agora podem oferecer serviços financeiros

Por Yan Tironi – CEO do BBNK

O que Whatsapp, Apple, Corinthians, Casas Bahia e Grow (empresa de locação de patinetes) têm a ver com a oferta de serviços financeiros? Nada? Muito? Antes, nada a ver. Hoje, algo a ver. De empresas de tecnologia, àquelas de varejo e até as de mobilidade (creiam!), se deram conta que, por meio da tecnologia, podem oferecer esses serviços e, com base no relacionamento com os usuários/clientes, lucrar com essa atividade.

Desta forma, o sólido castelo dos grandes bancos atuantes no Brasil, mais cedo ou mais tarde, começará a mostrar sinais de fragilidade. É questão de tempo. Mesmo com o surgimento em escala de fintechs nos últimos anos, a concentração bancária continua praticamente inabalada no país. O que não se sabe, no entanto, é até quando esse cenário continuará assim.

De agora em diante, os indicativos são que a concentração vai diminuir de forma progressiva e, em certo tempo, o cenário atual será alterado. Esse novo ambiente que se apresenta é saudável, já que o grande número de empresas apostando na oferta de serviços bancários vai proporcionar o aumento da concorrência. Assim, quem ganha são os clientes.

Mas tem uma pergunta que não cala: o que faz empresas dos mais variados setores atuarem em um mercado em que cinco grandes bancos dão as cartas e disputam entre si no Brasil? A resposta é: são novos tempos e as grandes responsáveis pela mudança nesse cenário são, principalmente, a forma de atuação dos grandes bancos e as possibilidades proporcionadas pela tecnologia.

Explico. A forma de atuação desses bancos perde sentido a cada dia: a burocracia generalizada, a falta de agilidade nos processos, atendimento deficiente, taxas altas e baixos rendimentos fazem com que os serviços oferecidos por eles desestimulem os clientes. A experiência proporcionada por eles é um ponto fraco.

Já as empresas, de praticamente todos os setores, cada vez mais se dão conta que, por meio da credibilidade que têm com a sua rede de relacionamento (clientes, funcionários e fornecedores), podem oferecer uma série de serviços bancários. Isso, hoje, pode ser feito de forma muito segura e ágil.

O BBNK desenvolveu uma tecnologia por meio da qual as empresas podem, em curto espaço de tempo e utilizando a sua própria marca, oferecer serviços como abertura de contas, comprovantes, consultas (saldos e extratos), depósitos, transferências, cartões, saques e pagamentos. Para o futuro próximo, também poderão disponibilizar crédito, cobrança, investimentos, câmbio e seguros por meio da plataforma BBNK.

Desta maneira, parte do que os bancos embolsavam com a oferta desses serviços passa a ficar com as próprias empresas. A atuação delas nesse setor, com o amparo da tecnologia, deixou de ser uma ideia. Já é a realidade.

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