13 de março de 2019

As startups no setor financeiro e bancário

Por Yan Tironi – CEO do BBNK

Acompanhei na imprensa brasileira a publicação da lista recém-divulgada pela empresa de pesquisas CB Insights, que avaliou o mercado mundial de startups e selecionou as 50 com mais potencial de ultrapassar o valor de US$ 1 bilhão e se tornar um unicórnio. No Brasil, por motivos óbvios, o foco da mídia foi em destacar as empresas brasileiras da lista (CargoX, voltada ao transporte de cargas por caminhões; a Grow, fusão entre Yellow e a mexicana Grin, ambas de mobilidade; e o Quinto Andar, de aluguel de imóveis).

Curioso, eu quis dar uma olhada no que a imprensa estrangeira falava sobre a mesma lista. No site do The New York Times, encontrei um texto interessante de Erin Griffith: The Next Wave of ‘Unicorn’ Start-Ups. O raciocínio traçado pela jornalista é que boa parte das startups com potencial de virar gigantes tem como foco os softwares para negócios específicos, entre eles os serviços financeiros e bancários.

Outro texto da mesma jornalista (These 50 Start-Ups May Be the Next ‘Unicorns’ ) listou as 50 startups e trouxe também uma breve descrição das mesmas. Das 50 empresas, contei 11 de alguma forma relacionadas ao setor financeiro e bancário.

Isso indica que o setor está sendo sacudido, em nível mundial, o que vale também para o Brasil. O BBNK, como exemplo, é uma plataforma por meio da qual empresas, de qualquer setor, podem disponibilizar serviços financeiros e bancários para clientes, funcionários e todos de seu círculo de relacionamento. É inovação a serviço do desenvolvimento do setor.

Nesse ano, no Brasil, a tendência é de aumento da exploração da tecnologia e, também, de preparação. Um exemplo disso vem do economista Roberto Campos Neto, novo presidente do Banco Central. Antes da sabatina que o aprovou para a função, Campos Neto enviou ao Senado Federal documento no qual consta que uma das prioridades dele será preparar o BC para lidar com as inovações tecnológicas do sistema financeiro. Seria impossível haver um indício mais claro da atenção que deve ser dada no país ao setor financeiro e bancário e a relação dele com a tecnologia.

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