25 de abril de 2019

Sua empresa pode até não ser fin ou tech, mas a concorrência será

Por Yan Tironi – CEO do BBNK

As mudanças recentes no sistema bancário e financeiro são expressivas e vêm dando cara nova ao setor. As fintechs trazem transformações e conquistam clientes que eram dos grandes bancos. O mesmo vale para as big techs. Com soluções ágeis e simples, fintechs e big techs oferecem experiências mais agradáveis. As pessoas hoje estão acostumadas à praticidade e agilidade dos cliques no celular. Por que, então, ficariam presas a processos engessados e burocráticos de grandes bancos?

Um dia desses, um amigo meu, cliente preferencial de um grande banco, precisou de um novo cartão físico. Para obtê-lo, primeiro telefonou para o SAC, achando que seu problema seria resolvido facilmente. Ao contrário. Além de esperar cerca de 20 dias para receber seu novo cartão, ele ainda teve de ir a uma agência para desbloqueá-lo. Nesse meio tempo, baixou o aplicativo de um novo banco digital, abriu uma conta e no dia seguinte recebeu em casa o cartão, pronto para ser usado. Gostou tanto da experiência com o banco digital que transferiu seus investimentos, antes no banco antigo, para uma fintech.

Em relação às big techs, cito o WhatsApp: especula-se que seu serviço de pagamentos, já em funcionamento na Índia, também chegará ao Brasil. Outra gigante, a Apple acaba de lançar um serviço de cartão de crédito. Aqui, vale um parêntese. A Apple, para oferecer o cartão, tem parceria com um banco e uma bandeira de soluções de pagamentos, ambos gigantes: Goldman Sachs e Mastercard.

Outro exemplo, que já citei no último artigo que publiquei (Oportunidades de um mundo sem o dinheiro), é o chinês WeChat. Originalmente um serviço de mensagens instantâneas, ele virou um faz-tudo. Por meio do app, é possível ver postagens de amigos, pedir comida, chamar um táxi e comprar todo tipo de produto. Com a função Wallet, os usuários podem realizar compras ou transferir dinheiro. Outro gigante chinês que serve como exemplo é a plataforma de pagamento móvel Alipay. Na China, juntos, WeChat Pay e Alipay têm por volta de 90% do mercado de pagamentos cashless (sem dinheiro físico).

As big techs mencionadas verificaram uma oportunidade de negócio, estudaram o mercado e, por meio de tecnologia, estão se enveredando em um setor diferente do seu original e que antes era exclusivo de bancos e/ou bandeiras de pagamento. São empresas que, cientes do número de clientes potenciais e da credibilidade que têm, estão em busca de lucrar com isso.
A partir desses exemplos macro, é importante apresentar um contraponto: para disponibilizar serviços financeiros e bancários não é necessário ser nem banco, nem fintech e nem big tech. Também não é preciso trabalhar em desenvolvimento de tecnologia, o que demanda muito tempo e investimento.

O BBNK é uma plataforma tecnológica simples, ágil e segura por meio da qual empresas de todos os portes podem disponibilizar esses serviços para funcionários, fornecedores e clientes, aproveitando a credibilidade que têm com seus públicos. O BBNK é responsável por oferecer a plataforma e os produtos. O modelo é white label: as empresas utilizam as suas próprias marcas para disponibilizar os serviços/produtos.

Para obter retorno por meio de parceria com o BBNK, não é necessário que as empresas sejam de porte. Empresas médias também podem chegar a resultados consideráveis com esse modelo de negócio, que tem como característica fundamental o fato de ser escalável.

Nesse novo cenário, as fintechs marcam presença em um setor muito concentrado e as big techs, atentas aos potenciais clientes que têm, também não vão deixar passar a oportunidade. Empresas de qualquer porte e setor, a partir da credibilidade com seus públicos, têm também um nicho. Só não vão oferecer serviços bancários e financeiros se não quiserem. A empresa que não cogitar essa oportunidade estará cedendo para outra empresa. Cabe bem aqui o famoso ditado do futebol: “quem não faz, toma”.

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